Era uma vez uma família que tinha um blog. Podia ser o blog de uma família qualquer. Mas não era o blog de uma família qualquer. Era o blog de uma família que se chamava família Matos Silva Galvão Santos ou só família Galvão. Como todas as famílias, a família Galvao tinha muitas aventuras. E um dia lembraram-se de escrever algumas das suas aventuras neste blog. O tempo passa muito rapidamente, mas quando escrito, passa um bocadinho mais devagar e sabe bem ler e recordar.

domingo, 23 de outubro de 2016

Douro



Meninos em casa a matar saudades dos avós e lá fomos nós passar 3 noites de descanso fisico e mental entre Arouca, Raiva e Castelo e Paiva. Sabia que era bonito, sabia que ia estar bom tempo, não sabia é que ia ser perfeito. Um hotel meio cheio com vista de outro mundo e um restaurante 5 estrelas ajuda a que tudo corra bem mas o respirar da natureza que circunda o Rio Paiva e a travessia até à aldeia abandonada de Drave (também chamada "aldeia mágica") foi o que fez a viagem especial.
Os passadiços do Paiva são bonitos, organizados e é uma caminhada muito fácil de se fazer em cerca de duas horas (um sentido). Infelizmente devido aos devastadores incêndios de verão, a segunda metade do percurso (dizem os locais ser a mais bonita) estava fechada. Foi de qualquer forma muito bonito e reconfortante.
Por um caminho inacreditavelmente tortuoso de montanha pura, chegámos a Regoufe (na verdade quase que podia ser esta a aldeia abandonada), ponto de partida para a Aldeia Mágica de Drave e deparamos-nos com a beleza que é uma aldeia parada no tempo. Só esta aldeia dava um post mas adiante... Iniciamos o percurso sem grandes duvidas por onde era. Uma primeira subida de grau de dificuldade de simples mas a nossa má forma física ficou exposta ;). No topo, vista bonita para Regoufe e para as antigas minas de volfrâmio neste momento abandonadas. Passamos a montanha para o outro lado e seguimos um percurso de 4 km até Drave. Bonita aldeia, bem preservada que neste momento serve de retiro para o grupo local de escuteiros. Numa das ruas da pequena aldeia estão afixadas placas de agradecimento a quem trouxe o telefone e electricidade para a aldeia em 1991! O som do rio lá em baixo chama por nós mas claro que apesar de ser Setembro está gelada! Regressamos com a alma cheia e no caminho de volta cruzámos um rebanho (talvez umas 100 cabras) com a pastora de Regoufe a vociferar algo contra os "inteligentes de Lisboa que despejam lobos por aqui para preservara  espécie ou lá o que é" que no fundo só nos quer cumprimentar e o melhor para seu rebanho. O melhor de tudo, a despreocupação e felicidade que o rosto da Margarida transmite enquanto caminhamos é digna de uma fotografia a cada 5 minutos. Seguimos no próprio dia caminho para Lisboa onde abraçámos os pequeninos e o resto da família de alma cheia.