Era uma vez uma família que tinha um blog. Podia ser o blog de uma família qualquer. Mas não era o blog de uma família qualquer. Era o blog de uma família que se chamava família Matos Silva Galvão Santos ou só família Galvão. Como todas as famílias, a família Galvao tinha muitas aventuras. E um dia lembraram-se de escrever algumas das suas aventuras neste blog. O tempo passa muito rapidamente, mas quando escrito, passa um bocadinho mais devagar e sabe bem ler e recordar.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

tardes com o national geographic e com o avô Mário

Manuel: Pai, no Rei Leão, o tio e as hienas são maus mas no final perdem, não é?
Pai: É isso, sim, Manuel.
Manuel: Como os americanos no Vietname.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

tardes de inverno com o pai

Rita: Pai, quero andar na pista de gelo
Pai, cansado: pequenina, agora não. O pai está cansado. Para além disso, a pista é ecológica e não escorrega bem.
Rita: okay, mas então quero umas luvas.
Pai, olhando para as mãos descalças e frias da filha: okay.
Rita: e sou eu que escolho a cor!! 
Pai: okay

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Coração partido, coração novo

Foi com o coração partido que desmontámos a casa de brincar dos pequeninos. Uma dor daquelas que dói baixinho no meio do peito apareceu logo no desenrascar do primeiro parafuso. Tínhamos decidido que era o melhor. Eles já não ligavam à casa. Íamos ter à mesma que desmontá-la para regressar a Lisboa dentro de uns meses. Era melhor assim. Mas, quando chegou o momento, tivemos pena e sofremos com aquele bocadinho de infância perdido.

Antes de nos deitarmos, pensámos nas lágrimas que iam ser vertidas na manhã seguinte e fizemos uma lista de explicações que apresentaríamos por ordem conforme o decurso da desilusão deles.

De manhã, dois coelhinhos bem dispostos saltaram para a nossa cama e, sem muitas demoras, foram para a sala para não se atrasarem na brincadeira matinal habitual. O Pedro e eu lembrámo-nos de repente da ausência grande e pesada da casa. Oh, não. Como iriam eles reagir?

Aguardámos as lágrimas, as birras, o gritos zangados. Mas só ouvimos a nossa Rita a descer pelas escadas abaixo, enquanto exclamava doida de felicidade: Mãe, Pai, venham ver, temos uma sala nova!!! Uma sala NO - VA!!!!