Era uma vez uma família que tinha um blog. Podia ser o blog de uma família qualquer. Mas não era o blog de uma família qualquer. Era o blog de uma família que se chamava família Matos Silva Galvão Santos ou só família Galvão. Como todas as famílias, a família Galvao tinha muitas aventuras. E um dia lembraram-se de escrever algumas das suas aventuras neste blog. O tempo passa muito rapidamente, mas quando escrito, passa um bocadinho mais devagar e sabe bem ler e recordar.

sábado, 25 de julho de 2020

Votação

Pedro : Vamos ver um kazoops.
Manuel : Não. Vamos ver um superwings. A Rita e eu queremos ver um super wings e tu queres ver um kazoops. - dois votos contra um voto. Ganhamos nós.
Pedro : A Sara, a mãe e eu queremos ver um kazoops. Três votos contra dois. Vamos ver um kazoops.
Manuel: Ora bolas! 

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Sempre juntinhos

Digo - lhes, enquanto os deito numa cama, a Sara ao meu colo, de cada lado, o Manuel e a Rita... 

Que feliz que estou por estarmos todos juntos.

O meu filho pergunta-me se vamos todos viver na mesma estrela quando morrermos.

Fico comovida.

Sim, claro que sim.

Sempre juntinhos.

Super - herói

Manuel: Toda a gente vai morrer. 
Rita : Não é verdade. O pai NUNCA vai morrer.
Manuel : Vai, vai. Porque TODAS as pessoas vão morrer.
Rita: Não vai, não. Pois não, mãe?

Rita : O pai sabe TUDO.
Manuel : Não sabe TUDO... Mas sabe muita coisa. 

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Crescendo

Os nossos filhos estão tão crescidos. Há uns meses, o Manuel enfrentou pela primeira vez o medo que tinha em descer até à eira de bicicleta. Agora enfrentou a dificuldade física imposta pela subida no mesmo percurso. Admite que é difícil, mas não desiste. Persiste e chega ao topo exuasto mas feliz, orgulhoso, crescido. Depois faz a descida a sorrir, com o vento a bater na cara, os pés a descansarem nos pedais parados. Faz a descida aproveitando cada bocadinho, a descida que há poucos meses o assustava tanto, agora transformada num merecido descanso. A Rita, muito rápida e corajosa, vai atrás do mano. A sua bicicleta é mais pequena, mas ela levanta-se, pedala em pé e quase que chega ao topo como o Manuel. Durante toda aquela suboda, só precisa, só precisa, só precisa... de um empurrinho. Pu favô, pai. E chega ao topo também!