Era uma vez uma família que tinha um blog. Podia ser o blog de uma família qualquer. Mas não era o blog de uma família qualquer. Era o blog de uma família que se chamava família Matos Silva Galvão Santos ou só família Galvão. Como todas as famílias, a família Galvao tinha muitas aventuras. E um dia lembraram-se de escrever algumas das suas aventuras neste blog. O tempo passa muito rapidamente, mas quando escrito, passa um bocadinho mais devagar e sabe bem ler e recordar.
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Madrugadas
A urgência de brincar é muito grande. Vem de madrugada e não deixa o meu bebé dormir mais. A Rita há já um tempo que adormeceu na nossa cama. Ele quer ir lá para cima brincar, quero o pai, quer um copo de água. Convenço-o a ficar na sua própria cama em troca de uma história. Lembro-me de um livro que o meu pai costumava ler aos meus sobrinhos e plagio sem hesitar, mas substituo a girafa por uma avestruz. E como não me lembro dos pormenores, invento outros que me fazem rir e remato com uma moral adequada à situação. De vez em quando ele lembra-se desta história adaptada, que chegou uma madrugada para o adormecer mas, malandra, manteve-o acordado, entreteve-o, brincou com ele. Diz-me: o avestruz verde amarelo (chama-se verde mas é amarelo) faz chichi sentado e cocó de pé. E ri-se. É tão irresistivelmente genuíno, tão cheio de brincadeira que fico feliz por aquela madrugada ter chegado tão cedo.
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