Era uma vez uma família que tinha um blog. Podia ser o blog de uma família qualquer. Mas não era o blog de uma família qualquer. Era o blog de uma família que se chamava família Matos Silva Galvão Santos ou só família Galvão. Como todas as famílias, a família Galvao tinha muitas aventuras. E um dia lembraram-se de escrever algumas das suas aventuras neste blog. O tempo passa muito rapidamente, mas quando escrito, passa um bocadinho mais devagar e sabe bem ler e recordar.

sábado, 24 de junho de 2017

Luz

Espero saber crescer com os meus filhos. Às vezes, quando olho para eles, acho-os tão pequeninos. Os olhinhos, as bochechas, as boquinhas, tudo tão pequenino lado a lado, como estrelas pequeninas, pontinhos luzidios a brilhar no céu, os braços e pernas tão magros, parecem pauzinhos de apanhar e brincar no bosque. Olho para eles e acho-os tão pequeninos. E, no entanto, por dentro, são já enormes. São estrelas aqui ao nosso lado, a irradiar uma quantidade infinita de energia e personalidade. Quero muito educá-los, impor regras e brincadeiras acertadas, comida saudável e em horários regulares. Quero que comam sempre sopa. E que nao atirem os brinquedos pelo ar. Quero que cantem e não gritem. Quero que achem engraçado o que eu acho engraçado e que achem bonito aquilo que eu acho bonito. Eu com as minhas regras e eles com a sua luz que é imensa e inebriante. As minhas estrelas. Já lavei a louça. Vou estudar e, quando eles acordarem, vou hoje sem regras apreciar a sua luz.

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