Era uma vez uma família que tinha um blog. Podia ser o blog de uma família qualquer. Mas não era o blog de uma família qualquer. Era o blog de uma família que se chamava família Matos Silva Galvão Santos ou só família Galvão. Como todas as famílias, a família Galvao tinha muitas aventuras. E um dia lembraram-se de escrever algumas das suas aventuras neste blog. O tempo passa muito rapidamente, mas quando escrito, passa um bocadinho mais devagar e sabe bem ler e recordar.

segunda-feira, 7 de março de 2022

Lógica própria

A Rita, que me lembre, sempre fez tudo ao contrário. Quero com isto dizer, que sempre fez tudo da forma mais original possível e o mais diferente possível do Pedro, de mim e do Manuel, também, que já cá andava há 16 meses quando a Rita nasceu. Dizem que todos os caminhos vão dar a Roma, mas aposto que nunca ninguém se lembrou de ir a Roma pelo caminho que a Rita escolheria se tivesse um dia de o fazer. E, aposto, chegaria lá. Com a idade que a Sara tem agora, ou seja, por volta dos dois anos, já ela fazia puzzels de encaixe, girando a base em vez de girar a peça e fazia questão de calçar os sapatos, trocando o esquerdo com o direito, com as tiras de velcro cruzadas. Este exemplo dos sapatos não era um engano, não era imaturidade. Era propositado e consistente - nunca calçava os sapatos nos respectivos pés. Quando, há pouco tempo, o Pedro lhe perguntou porque tinha usado os sapatos ao contrário durante tantos anos, respondeu, sem hesitar: Porque adoooro!!! Os exemplos repetem-se quase indefinidamente, numa originalidade tão típica da nossa princesa G.I.Jane. Com 6 aninhos, tem já um sentido de humor sofisticado, uma capacidade de argumentação admirável, está a aprender a ler e a contar e tudo, claro, com a sua lógica única, que nunca a deixa ficar mal. Porque, a verdade é que, contra todas as expectactivas, acaba sempre por funcionar. Lembrei-me desta questão agora por a ver a jogar ténis com o casaco ao contrário, todos os botões disciplinadamente alinhados... a meio das costas... claro :)

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